O Brasil só começa após o carnaval. Será mesmo?

É típico do brasileiro iniciar o ano com esta máxima, em que o país só começar a funcionar de fato após as festividades carnavalescas. Mas com um breve pensamento, podemos colocar em xeque esta suposta afirmação.

Em 2014, o carnaval acontece no mês de Março, um pouco mais tardio do que em anos anteriores. Com isso, afirmar que o funcionamento da máquina acontece após mais de 60 dias do início gregoriano do ano, pode ser considerado até mesmo leviano.

Em Janeiro e Fevereiro, já se vão diversas obrigações financeiras do ano. Como exemplo temos: IPVA, IPTU, rematrículas escolares, uniformes escolares, materiais, fechamento do ano fiscal anterior, entre outras. Além disso, todos os brasileiros que auferem renda, seja como assalariados ou como empresários, já arcam com impostos sobre estas receitas nestes meses.

Estes exemplos denotam o quanto a máquina já está em funcionamento, gerando riquezas e tentando manter a rentabilidade da operação, seja qual for a operação realizada. Vê-se então certo desvio entre o título deste texto e o que de fato acontece. O dinamismo e volatilidade da economia não permitem que a máquina funcione somente após a folia.

Diversas Companhias já buscam no início do ano, rever seus processos, quadro de colaboradores e demais investimentos, visando maior rentabilidade e retorno aos Acionistas, além de buscar melhor posicionamento de mercado. Percebe-se então que antes do carnaval, as engrenagens já estão a todo vapor, ou seja, não pararam.

Podemos concluir que, no ambiente corporativo, a busca pela melhoria de processos e maior dinâmica nas operações deve ser constante, visando sempre agregar valor aos produtos e serviços. Pessoalmente, para nós empreendedores, a conclusão é a mesma.

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A Procrastinação corroendo seu futuro

Deixa que depois eu faço. Esta frase repete-se milhares de vezes durante o dia em diversas empresas, famílias e demais organizações envolvendo pessoas. Mas o que realmente está por trás desta frase? Será apenas o discurso de uma pessoa que está totalmente atarefada neste momento ou seria a procrastinação apresentando suas facetas?

No início de cada ano, as pessoas e empresas são fadadas a desenvolver, divulgar e formalizar diversas metas. Mas muitas vezes, quando não são determinados os devidos prazos para execução destas metas, elas são procrastinadas, ou seja, são deixadas para amanhã.

Deixar para amanhã, não necessariamente é um adiamento oneroso, desde que este adiamento seja planejado e, no dia seguinte ou no momento a frente, de fato seja realizado. Em algumas empresas, a procrastinação fica evidente quando da ininterrupta reclamação de colaboradores, que procrastinam sua saída da empresa, por mero comodismo da situação. Deixo de tomar atitudes hoje, pois estou acomodado e confortável com a situação.

Ao procrastinar, o indivíduo já está consumindo tempo. Não o tempo presente, mas o tempo futuro. O futuro que poderia ser utilizado para outras atividades, será consumido por tarefas que já poderiam ter sido concluídas. Com isso, consome-se também a riqueza deste indivíduo. O tempo custa muito caro.

Visando auxiliar no processo de prevenção da procrastinação, destacamos alguns processos simples que podem contribuir para um futuro mais inovador:

  • Programe seu dia, com o que pretende fazer. A organização diária ajuda a cumprir com o que foi proposto para o período;
  • Diga não. Por mais que possa soar perturbador, dizer não pode te ajudar a evitar acúmulo de atividades, resultando em menores possibilidades de procrastinar tarefas;
  • Ensine, compartilhe e delegue. Pessoas centralizadoras muitas vezes procrastinam pelo simples fato de não confiarem tarefas a outras. Compartilhando você poderá desviar seus esforços para outras atividades, contribuindo inclusive para o desenvolvimento da equipe / família;
  • Alimente-se no horário e de forma correta. Deixar para almoçar as 16h00, não fará com que você conclua tudo em sua meta. Apenas adia seu bem estar.
  • Percebe-se então a necessidade de não empurrar para o futuro, tarefas e decisões que podem, e muitos casos devem, ser tomadas no presente. Não corroer sua riqueza com atividades retardatárias, fará com que a disponibilidade de tempo proporcione a geração de novas ideias, novos negócios e novas riquezas, no mais amplo sentido que riqueza possa expressar.

    A organização e melhoria de processos, sejam eles empresariais ou pessoais, contribuirão de forma significativa para o alcance de seus objetivos. Tente agora, pois o tempo está passando, cada dia mais rápido. Querendo saber mais sobre melhoria de processos? Contate a Higgs Consultoria.

    Taxa Básica de Juros. O que isso significa?

    No último dia 16/01, o Copom, Comitê de Política Monetária, órgão responsável por definição das diretrizes relacionadas a rentabilidade do dinheiro brasileiro, ajustou a taxa básica de juros, conhecida Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia), em meio ponto percentual, elevando-a para 10,5% ao ano. Mas, praticamente, o que isso afeta em nosso dia a dia?

    Antes de chegarmos ao ponto exato do impacto da taxa básica de juros, vamos fazer uma introdução sobre seu significado teórico. A Selic é responsável por determinar o juros sobre títulos públicos negociados pelos bancos. Como assim? Por exemplo, quando o governo precisa de um empréstimo (sim, o governo também pega dinheiro emprestado) o mínimo que vai pagar para um banco como retorno deste empréstimo é a taxa básica de juros. Mas sabemos que as taxas de juros cobradas pelas instituições financeiras para as pessoas físicas são bem maiores às taxas básicas, em função de outros fatores que poderemos detalhar em outro post específico sobre a receita dos bancos.

    Isso quer dizer que se você investir seu rico dinheirinho na poupança, o mínimo que receberá após 1 ano, será a taxa da Selic neste período? Negativo. A poupança utiliza a Selic como referência, mas não consegue o retorno nominal desta taxa em função da inflação, além de ter legislação específica, que não acompanha a evolução da taxa básica de juros. Mas é importante destacar que com a Selic mais alta, a poupança tem melhor rendimento, face a outros investimentos com taxas de administração mais altas.

    O real impacto na taxa básica de juros está no custo de oportunidade. Vejamos um exemplo: se a taxa básica de juros aumenta, todos os custos de produção também aumentam, em função do dinheiro estar mais caro para ser conseguido. Com isso, aumentam os combustíveis, que por sua vez aumentam os custos com preparação e embalagem, na sequência o custo de logística dos produtos e transportes em geral e, por fim, aumentam os preços aos consumidores. Esse mecanismo também pode ser chamado de cadeia inflacionária ou, simplesmente, inflação.

    Desta forma, temos que sempre estar atentos para as variações da Selic, pois além de nos afetar como consumidores pessoa física, podem afetar nossos empreendimentos, negócios e demais relacionamentos comerciais. Ou seja, é de suma importância desmitificar o cenário monetário brasileiro, visando que os tupiniquins tenham maior clareza sobre decisões políticas tomadas por aqui, bem como sobre adequação de processos para empresas, que visam lucratividade através de custos mais enxutos.

    Por fim, vejam que aqui colocamos apenas o básico sobre taxas de juros, sendo que existem vários outros fatores que determinam sua variação, entretanto, com o objetivo de esclarecer para o maior número de leitores estes conceitos, nos restringimos a uma estrutura mais simples de explicação. Mas cabe também o alerta que, com taxas básicas mais altas, torna-se ainda mais necessário liquidar todas as dívidas.

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    Dinheiro: A Arte de Poupar e Prosperar

    Existem duas grandezas relacionadas a dinheiro que todas as pessoas gostam muito: ganhar e gastar. Sem dúvida alguma, o prazer relacionado ao ganho e consumo de dinheiro e suas variações é uma experiência única. Ao adquirir um bem ou serviço, utilizando os recursos auferidos em determinado período, seja por trabalho próprio, retorno de investimentos ou até mesmo herança, o indivíduo tem uma descarga de prazer, muito próxima a provocada pela endorfina.

    Mas nem só de alegrias o mundo relacionado ao dinheiro é formado. Muitas pessoas e empresas não compreendem, e alguns casos até ignoram, a necessidade da correta administração do dinheiro, pois é uma atividade morosa e, na linguagem popular, chata. Outro fator que foge do roteiro da maioria dos brasileiros, é a poupança (no sentido de poupar e não somente da caderneta clássica). O hábito de poupar, não é dos mais prazerosos, fazendo com que muitas pessoas deixem de pratica-lo com o mesmo afinco que fazem com o consumo.

    Para se ter ideia do quanto é importante a educação financeira focada em uma estabilidade futura, em alguns países asiáticos, como o caso da China, não existe previdência pública (nosso velho e famoso INSS). Os chineses são educados desde cedo, e até mesmo forçados, a constituir suas próprias reservas, pois o governo de lá não tem este cunho assistencialista. Com isso, nas escolas primárias, já são introduzidos os conceitos de poupança, renda, investimentos entre outros.

    Por aqui, essa ideia ainda não é bem estruturada e implementada, onde a maioria dos brasileiros utilizam a velha máxima de gastar até onde o dinheiro alcançar. Promoções, liquidações, presentes em exagero, festas e mais festas, são corriqueiros por aqui. Mas existe uma fórmula mágica para poupar recursos financeiros? Não.

    Este exercício deve ser praticado com frequência, para se chegar ao ponto desejado de tranquilidade e independência financeira. Assim como faz um jogador de basquete no início da carreira, realizando até 1.000 lançamentos por dia, o exercício de poupar deve ser realizado com afinco, evitando o consumo desnecessário, mapeando todos os “gaps” de fuga de dinheiro (gorjetas, doações, moedas perdidas, etc) e tornando consciente a necessidade de uma vida futura mais tranquila, sem dependência de assistencialismo governamental.

    Com estes passos, que no início não serão tão simples, mas que trarão uma habilidade enorme em lidar com o dinheiro, no futuro estes poupadores terão mais que direito de adotar um dos prazeres descritos no começo deste texto: gastar. Mas com a tranquilidade que aquele gasto (que podemos chamar até mesmo de retorno do investimento) não gere nenhum tipo de culpa, pois foi planejado durante tempo suficiente para evitar este desgaste.

    Esta dificuldade não se refere somente às pessoas físicas, mas às empresas também. Muitos administradores perdem noites de sono tentando achar respostas para o insucesso das finanças das empresas, mas este insucesso pode ser apenas um reflexo da falta de análise detalhada de documentos, avaliação precisa de processos, definição estratégica de novas frentes e a falta de uma estrutura otimizada de sistemas e pessoas. A receita é basicamente a mesma para pessoas e empresas: identificar, planejar e agir.

    Em suma, a arte relacionada ao dinheiro vai além de muitas explicações teóricas, mas sua adoção a partir de objetivos bem definidos, farão com que o futuro, incerto e nebuloso para muitos, seja muito mais agradável e sustentável.

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    Como Aumentar a Produtividade de sua Empresa?

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